The Essential King Crimson – Frame by Frame – CD4

Para este quarto CD, Fripp escolheu 9 faixas com apresentações ao vivo da banda. A pergunta feita por ele se “você prefere uma carta de amor ou um encontro caloroso” marca claramente a diferença de gravações em estúdio para as performances ao vivo. Conforme Fripp, o KC sempre foi melhor em um “encontro caloroso”.

Uma característica do Crimson tocando ao vivo é a enorme facilidade para improvisações. É uma jam session que canaliza o espírito criativo de toda a banda para movimentos imprevistos e desconsertantes. É só assistindo pra comparar.

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The Essential King Crimson – Frame by Frame, LIVE 1969-1984, E’G Records KC BOX 1 D

Faixas:
1. Get Thy Bearings
2. Travel Weary Capricorn
3. Mars
4. The Talking Drum
5. 21st Century Schizoid Man
6. Asbury Park
7. Larks’ Tongues in Aspic: Part Three (parte)
8. Sartori in Tangier
9. Indiscipline

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Faixas 1-2 Festival de Plumpton, Inglaterra (9/8/1969)
Faixa 3 Filmore West, São Francisco, EUA (10/12/1969)
Faixas 4-5 Amsterdam Concertgebouw, Holanda (23/11/1973)
Faixa 6 The Casino, Asbury Park (28/6/1974)
Faixa 7 Le Spectrum, Montreal (11/7/1984) & Tokio Kani Hoken Hall (28/4/1984)
Faixa 8 Le Spectrum, Montreal (11/7/1984)
Faixa 9 The Arena, Frejus (27/8/1982)

As duas primeiras faixas (em Plumpton) apresentam a pior captação de som de todas – se não valem pelo aspecto audiófilo, valem a pena pelo lado musical. Um clássico blues de Donovan, “Get Thy Bearings” já mostra a assinatura clara do Crimson, do que Fripp era já capaz e o vocal característico de Palmer.

“Travel Weary Capricorn” é um moderníssimo acid jazz, com solos que vão se sobrepondo um ao outro. Por outro lado,  a faixa 7, muito bem bem gravada, não lembra em nada o original “Larks’ Tongues”.

“Mars”, que é um dos movimentos de “Os Planetas” da peça de música clássica do compositor inglês Holst, mostra todas as qualidades de arranjador de Fripp que constrói rock progressivo, sem perder a linha clássica do movimento original. “The Talking Drum” tem a estrutura de “Bolero” de Ravel. “Sartori in Tangier” com os solos agudos, tem aquele ritmo do movimento minimalista. Nestas três faixas, percebemos claramente a formação clássica dos músicos.

“Asbury Park” parece um jazz progressivo com destaque para aquela guitarra estonteante do Fripp. De arrepiar.

A assinatura do grupo sempre foi “21st Century Schizoid Man”. Nesta versão, que tem 2 minutos a mais que a original, temos uma daquelas famosas jam sessions com os solos de Wetton no baixo, a bateria de Bruford e, lógico, a guitarra do Fripp. A ausência mais sentida aqui, é o vocal do Palmer.

“Indiscipline” é a melhor música deste CD, talvez de toda a caixa. Umas pegadas da bateria acompanhadas, na sequência, da batida típica do Crimson. Aparece a guitarra “espremida” que vem seguida de um vocal que vai expondo a letra, que é um poema.

Esta caixa é uma compra básica para qualquer fã do King Crimson. Tem tratamento gráfico que até hoje é moderno e contém 4 CDs muito bem remasterizados. Um encarte muito útil é um cronograma do “movimento” de troca de bandas pelos diversos integrantes do KC ao longo do tempo (até 1991).

Mas o melhor de tudo é que vem acompanhado de músicas que são eternas.

Leia também CD1 ou CD2 ou CD3


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